Toponímia referida na cantiga:
  (linha 1)

Fernão Pais de Tamalhancos


Quand'eu passei per Dormãa      ←
preguntei por mia coirmãa,      ←
 a salva e [a] paçãa.      ←
       Disserom: - Nom é aqui essa,      ←
5       alhur buscade vós essa;      ←
       mais é aqui a abadessa.      ←
  
Preguntei: - Por caridade,      ←
 u é daqui salvidade      ←
que sempr'amou castidade?      ←
10       Disserom: - Nom é aqui essa,      ←
       alhur buscade vós essa;      ←
       mais é aqui a abadessa.      ←



 ----- Aumentar letra ----- Diminuir letra

Nota geral:

Terceira e última cantiga do pequeno ciclo que Fernão Pais dirige à sua prima, esta já decididamente satírica. Agora é já a abadessa do convento de Dormeá que se ataca (e não a senhor das cantigas precedentes), num irónico e muito sucinto diálogo com as outras monjas - ou seja, a donzela desaparece para dar claramente lugar à abadessa corrompida.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Escárnio e maldizer
Refrão
Cobras singulares
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 1337, V 944

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1337

Cancioneiro da Vaticana - V 944


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas