Toponímia referida na cantiga:
  (linha 1)

Mem Rodrigues de Briteiros ou João Fernandes de Ardeleiro


 Um sangrador de Leirea      ←
me sangrou estoutro dia      ←
e vedes que me fazia:      ←
indo-m'a buscar a vea,      ←
5foi-me no cu apalpar:      ←
       al fodido irá sangrar      ←
       sangrador em tal logar!      ←
  
Este sangrador, amiga,      ←
traz ũa nova sangria:      ←
10onde m'eu nom percebia,      ←
filhou-me pela barriga,      ←
começou a sofaldrar:      ←
       al fodido irá sangrar      ←
       sangrador em tal logar!      ←
  
15E tal sangrador achedes,      ←
amiga, se vos sangrardes,      ←
quando vos nom percatardes,      ←
se lho consentir queredes,      ←
 querrá-vos ele provar:      ←
20       al fodido irá sangrar      ←
       sangrador em tal logar!      ←
  
Quem tal jogo quer jogar      ←
 com sa maijoguetar!      ←



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Nota geral:

Cantiga satírica em forma de "escárnio de amigo", ou seja, dita em voz feminina, forma rara nos Cancioneiros: uma rapariga queixa-se a uma amiga dos abusos que teria sofrido por parte de um sangrador de Leiria.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Escárnio e maldizer
Refrão
Cobras singulares
Finda
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 1330, V 936

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1330

Cancioneiro da Vaticana - V 936


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas