Antroponímia referida na cantiga:
  (linha 1)

Estêvão da Guarda

Rubrica:

 

Esta cantiga de cima foi feita a um meestre de leis, que era manco d' ũa perna e sopegava dela muito.


 Em preito que Dom Foam há,      ←
com um meestre há gram castom;      ←
e o meestre pressopom      ←
o de que o dereit'está      ←
5tam contrairo, per quant'eu vi,      ←
que, se lh'outrem nom acorr'i,      ←
o meestre dequeerá.      ←
  
Mais, se decae, quem será      ←
que já dereito nem razom      ←
 10for demandar nem defensom      ←
em tal meestre, que nom dá      ←
em seu feit'ajuda de si,      ←
 mais levará, per quant',      ←
quem lh'o dereito sosterrá?      ←
  
15Ca o meestre entende já,      ←
se decaer, que lh'é cajom      ←
antr'os que leterados som,      ←
onde vergonha prenderá      ←
d'errar seu dereito assi;      ←
 20e quem esto vir, des ali,      ←
por mal andante o terrá.      ←



 ----- Aumentar letra ----- Diminuir letra

Nota geral:

Sátira a um mestre de leis que além de inapto, era manco (sopegava, como diz a rubrica). A cantiga joga com o equívoco centrado no verbo decaer - perder uma acção judicial e cair, perder o equilíbrio.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Escárnio e maldizer
Mestria
Cobras uníssonas
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 1303, V 908

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1303

Cancioneiro da Vaticana - V 908


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas