Toponímia referida na cantiga:
  (linha 1)

João de Requeixo


Fui eu, madr', em romaria a Faro com meu amigo      ←
e venho del namorada por quanto falou comigo,      ←
       ca mi jurou que morria      ←
       por mi, tal bem mi queria.      ←
  
5Leda venho da ermida e desta vez leda serei,      ←
ca falei com meu amigo que sempre [muito] desejei,      ←
       ca mi jurou que morria      ←
       por mi, tal bem mi queria.      ←
  
D'u m'eu vi com meu amigo, vim leda, se Deus mi perdom,      ←
10ca nunca lhi cuid'a mentir por quanto m'el[e] diss'entom,      ←
       ca mi jurou que morria      ←
       por mi, tal bem mi queria.      ←



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Nota geral:

Primeira das cinco únicas cantigas de João de Requeixo que nos chegaram, todas tendo como cenário a ermida de Santa Maria de Faro. Na sequência em que são transcritas nos cancioneiros, elas parecem desenvolver um pequeno ciclo narrativo. Neste primeira, a donzela regressa de uma romaria a essa ermida e confessa à mãe a sua alegria por ter estado com o seu amigo e pelas juras de amor que ouviu da sua boca, e que ela acredita serem verdadeiras.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão
Cobras singulares
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 1289, V 894
(C 1289)

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1289

Cancioneiro da Vaticana - V 894


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Cantiga de amigo      versão audio disponível

Versão de Fuxan os Ventos

Cantiga I - Fui eu, madr', en romaria 

Versão de César del Caño