Martim de Ginzo


Se vos prouguer, madr', hoj'este dia
irei hoj[e] eu fazer oraçom
e chorar muit'em Santa Cecília
destes meus olhos e de coraçom,
5       ca moir'eu, madre, por meu amigo
       e el morre por falar comigo.
  
Se vos prouguer, madre, desta guisa
irei alá mias candeas queimar,
eno meu mant'e na mia camisa,
10a Santa Cecilia ant'o seu altar,
       ca moir'eu, madre, por meu amigo
       e el morre por falar comigo.
  
Se me leixardes, mia madr', alá ir,
direi-vos ora o que vos farei:
15punharei sempre já de vos servir
e desta ida mui leda verrei,
       ca moir'eu, madre, por meu amigo
       e el morre por falar comigo.



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Nota geral:

A donzela pede licença à mãe para ir à ermida de Santa Cecília rezar e chorar pelo seu amigo, que morre por falar com ela. Compreendemos assim que a oração ou o acender de velas (referido na 2ª estrofe) não é o único motivo para a donzela lá querer ir. Na 3ª estrofe, ela promete ainda ser uma filha exemplar, se a mãe a deixar ir.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão
Cobras singulares
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Fontes manuscritas

B 1271, V 877

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1271

Cancioneiro da Vaticana - V 877


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas