Toponímia referida na cantiga:
  (linha 3)

Martim de Ginzo


Se vos prouguer, madr', hoj'este dia      ←
irei hoj[e] eu fazer oraçom      ←
e chorar muit'em Santa Cecília      ←
destes meus olhos e de coraçom,      ←
5       ca moir'eu, madre, por meu amigo      ←
       e el morre por falar comigo.      ←
  
Se vos prouguer, madre, desta guisa      ←
 irei alá mias candeas queimar,      ←
eno meu mant'e na mia camisa,      ←
10a Santa Cecilia ant'o seu altar,      ←
       ca moir'eu, madre, por meu amigo      ←
       e el morre por falar comigo.      ←
  
Se me leixardes, mia madr', alá ir,      ←
direi-vos ora o que vos farei:      ←
15punharei sempre já de vos servir      ←
 e desta ida mui leda verrei,      ←
       ca moir'eu, madre, por meu amigo      ←
       e el morre por falar comigo.      ←



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Nota geral:

A donzela pede licença à mãe para ir à ermida de Santa Cecília rezar e chorar pelo seu amigo, que morre por falar com ela. Compreendemos assim que a oração ou o acender de velas (referido na 2ª estrofe) não é o único motivo para a donzela lá querer ir. Na 3ª estrofe, ela promete ainda ser uma filha exemplar, se a mãe a deixar ir.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão
Cobras singulares
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 1271, V 877

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1271

Cancioneiro da Vaticana - V 877


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas