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  (linha 17)

João Baveca


Amigo, mal soubestes encobrir      ←
 meu feit'e voss'e perdestes per i      ←
mi e eu vós; e oimais quem nos vir      ←
de tal se guard', e, se molher amar,      ←
5filh'aquel bem que lhi Deus quiser dar      ←
e leix'o mais e pass'o temp'assi.      ←
  
Ca vós quisestes haver aquel bem      ←
de mim que vos nom podia fazer      ←
 sem meu gram dan', e perdestes por en      ←
10quanto vos ant'eu fazia d'amor;      ←
e assi faz quem nom é sabedor      ←
de saber bem, pois lho Deus dá, sofrer.      ←
  
E bem sabedes camanho temp'há      ←
que m'eu daquest', amigo, receei      ←
15em que somos; e, pois que o bem já      ←
nom soubestes sofrer, sofred'o mal,      ←
  ca, [pero] m'end'eu queira fazer al      ←
o demo lev'o poder que end'hei.      ←



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Nota geral:

Dirigindo-se ao seu amigo, e na sequência das cantigas anteriores, a donzela lamenta que a sua falta de cuidado e de discrição os tenha conduzido à triste situação atual. Sem pensar nas consequências, quis mais do que ela lhe dava em segurança. Subentendendo-se que ela cedeu, agora nada têm. Quem tudo quer, tudo perde, é o seu aviso aos restantes apaixonados.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Mestria
Cobras singulares
Finda
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 1234, V 839

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1234

Cancioneiro da Vaticana - V 839


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas