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  (linha 10)

João Baveca


Ora veerei, amiga, que fará      ←
o meu amigo, que nom quis creer      ←
o que lh'eu dix'e soube-me perder:      ←
 ca de tal guisa me guardam del já      ←
5       que nom hei eu poder de fazer rem      ←
       por el, mais esto buscou el mui bem.      ←
  
El quis comprir sempre seu coraçom      ←
e soub'assi sa fazenda trager      ←
que tod'home nos podia 'ntender,      ←
10e por aquest'as guardas tantas som      ←
       que nom hei eu poder de fazer rem      ←
       por el, mais esto buscou el mui bem.      ←
  
 E, pero lh'eu já queira des aqui      ←
o maior bem que lhi possa querer,      ←
15pois nom poder, nom lhi farei prazer;      ←
e digo-vos que me guardam assi      ←
       que nom hei eu poder de fazer rem      ←
       por el, mais esto buscou el mui bem.      ←
  
E vedes vós: assi conteç'a quem      ←
 20nom sab'andar em tal preito com sem.      ←



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Nota geral:

Muito provavelmente na sequência de uma anterior cantiga, na qual a donzela censurava o seu amigo por não ter cuidado na escolha do momento para a ir ver, dando azo a que os seus amores fossem descobertos, ela confessa agora a uma amiga que as suas piores previsões se confirmaram: vigiam-na fortemente e, se nada pode fazer pelo seu amigo, a culpa é apenas dele e da sua insensatez.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão
Cobras rima a singular, rima b uníssona
Finda
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 1233, V 838

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1233

Cancioneiro da Vaticana - V 838


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas