Pero de Armea


Mias amigas, quero-m'eu des aqui
querer a meu amigo mui gram bem,
 ca o dia [em] que s'el foi daquém
viu-me chorar e, com doo de mi,
 5       u chorava, começou-m'a catar,
       viu-me chorar e filhou-s'a chorar.
  
 E per bõa fé, sempre lh'eu querrei
o maior bem, de pram, que eu poder,
ca fez el por mi o que vos disser,
10mias amigas, que vos nom mentirei:
       u chorava, começou-m'a catar,
       viu-me chorar e filhou-s'a chorar.
  
Houv'el gram coita no seu coraçom,
mias amigas, u se de mim partiu,
15viu-me chorar e, depois que me viu
chorar, direi-vo-lo que fez entom:
       u chorava, começou-m'a catar,
       viu-me chorar e filhou-s'a chorar.



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Nota geral:

A moça confidencia às amigas que o amor que tem ao seu amigo aumentou no momento em que, indo-se ele embora e vendo-a a chorar, ele começou também a chorar.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão
Cobras singulares
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Fontes manuscritas

B 1206, V 811

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1206

Cancioneiro da Vaticana - V 811


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas