Nuno Trez


 Estava-m'em Sam Clemenço, u fora fazer oraçom,
 e disse-mi o mandadeiro, que mi prougue de coraçom:
       "Agora verrá aqui voss'amigo".
  
Estava-[m'] em Sam Clemenço, u fora candeas queimar,
5e disse-mi o mandadeiro: "Fremosa de bom semelhar,
       agora verrá aqui voss'amigo".
  
Estava-m'em Sam Clemenço, u fora oraçom fazer,
e disse-mi o mandadeiro: "Fremosa de bom parecer,
       agora verrá aqui voss'amigo".
  
10E disse-mi o mandadeiro: "Fremosa de bom semelhar,"
porque viu que mi prazia, ar começou-m[e] a falar,
       "agora verrá aqui voss'amigo".
  
E disse-mi o mandadeiro: "Fremosa de bom parecer,"
porque viu que mi prazia, ar começou-[me] a dizer,
15       "agora verrá aqui voss'amigo".
  
E disse-mi o mandadeiro, que mi prougue de coraçom,
porque viu que mi prazia, ar disse-mi outra vez entom:
       "Agora verrá aqui voss'amigo".



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Nota geral:

Radiante, a moça conta que, estando na ermida de S. Clemenço, onde fora rezar e acender velas, chegou um mensageiro que lhe disse que o seu amigo estava prestes a chegar. Mensagem que, ao notar a sua alegria, repetiu várias vezes.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão e Paralelística
Cobras doblas (alternadas de II a V)
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 1203, V 808

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1203

Cancioneiro da Vaticana - V 808


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas