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  (linha 9)

Pero Meogo


Por mui fremosa, que sanhuda estou      ←
a meu amigo, que me demandou      ←
       que o foss'eu veer      ←
        a la font'u os cervos vam bever.      ←
  
 5Nom faç'eu torto de mi lh'assanhar      ←
por s'atrever el de me demandar      ←
       que o foss'eu veer      ←
       a la font'u os cervos vam bever.      ←
  
  A feito me tem já por sandia,      ←
10que el nom vem, mas [mand]'envia      ←
       que o foss'eu veer      ←
       a la font'u os cervos vam bever.      ←



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Nota geral:

Sabendo-se formosa, a moça declara-se zangada, e com toda a razão, por o seu amigo ter tido o atrevimento de lhe pedir para ir ter com ele à fonte onde os cervos vão beber (um lugar isolado, decerto). Deve pensar que ela é louca, acrescenta: não vem ter com ela mas pede-lhe para ir a tal lugar.
Nos apógrafos italianos, esta é a segunda cantiga do ciclo dos "cervos do monte".



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão
Cobras singulares
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 1185, V 790

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1185

Cancioneiro da Vaticana - V 790


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas