João Servando


Mia madre velida, e nom me guardedes
d'ir a Sam Servando, ca, se o fazedes,
       morrerei d'amores.
  
E nom me guardedes, se vós bem hajades,
5d'ir a Sam Servando, ca, se me guardades,
       morrerei d'amores.
  
E, se me vós guardades d'atal perfia
d'ir a Sam Servando fazer romaria,
       morrerei d'amores.
  
10E, se me vós guardades, eu bem volo digo,
d'ir a Sam Servando veer meu amigo,
       morrerei d'amores.



 ----- Aumentar letra ----- Diminuir letra

Nota geral:

A donzela pede à sua mãe que não a impeça de ir ter com o seu amigo à ermida de S. Servando ou morrerá de amor. Note-se o tom ao mesmo tempo terno e decidido que a donzela utiliza para contornar a perfia ou teimosia da mãe.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão e Paralelística
Cobras singulares
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 1149, V 741

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1149

Cancioneiro da Vaticana - V 741


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

S. Servando       versão audio disponível

Versão de Fuxan os Ventos