Pero Velho de Taveirós ou Nuno Anes Cerzeo


Quand'ora for a mia senhor veer,
que me nom quer leixar d'amor viver,
ai Deus Senhor! se lh'ousarei dizer:
       "Senhor fremosa nom poss'eu guarir".
5       Eu, se ousar, direi quando a vir:
       "Senhor fremosa, nom poss'eu guarir".
  
Por quantas vezes m'ela fez chorar
[e] com seus desejos coitad'andar,
quando a vir, direi-lhi, se ousar:
10       "Senhor fremosa, nom poss'eu guarir".
       Eu, se ousar, direi quando a vir:
       "Senhor fremosa, nom poss'eu guarir".
  
Por quanta coita por ela levei
e quant'afã sofri e endurei,
15quando a vir, se ousar, lhi direi:
       "Senhor fremosa, nom poss'eu guarir".
       Eu, se ousar, direi quando a vir:
       "Senhor fremosa, nom poss'eu guarir".



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Nota geral:

Pelo sofrimento em que anda e pelas lágrimas que já chorou, o trovador espera ter a coragem de dizer à sua senhora, quando a vir, que não pode mais viver como vive.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Refrão
Cobras singulares
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Fontes manuscritas

B 141

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 141


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas