Lourenço


Senhor fremosa, oí eu dizer
que vos levarom d'u vos eu leixei;
e d'u os meus olhos de vós quitei,
aquel dia fora bem de morrer
5       eu e nom vira atam gram pesar
       qual mi Deus quis de vós amostrar.
  
Porque vos forom, mia senhor, casar
e nom ousastes vós dizer ca nom;
por en, senhor, assi Deus mi perdom,
10mais mi valera já de me matar
       eu e nom vira atam gram pesar
       qual mi Deus quis de vós amostrar.



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Nota geral:

Cantiga de amor, mas no limite dos géneros, pela referência muito concreta que Lourenço faz às razões da sua coita: o casamento forçado da senhora que servia. Contrariando um pouco a norma do elogio da dama, Lourenço não deixa, aliás, de sublinhar a própria fraqueza da donzela ao aceitar tal facto.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Refrão
Cobras singulares
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Fontes manuscritas

B 1102, V 693
(C 1102)

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1102

Cancioneiro da Vaticana - V 693


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas