Antroponímia referida na cantiga:
  (linha 1)

Pero Velho de Taveirós ou Nuno Anes Cerzeo


 Par Deus, Dona Maria, mia senhor bem talhada,      ←
do bem que vos eu quero nom entendedes nada,      ←
 nem do mal, nem da coita que por vós hei levada;      ←
e entend'eu mui bem o mal que mi queredes.      ←
5       O bem que vos eu quero, vós non'o entendedes,      ←
       e entend'eu e sei o mal que me queredes.      ←
  
Nom há, Dona Maria, nulh'homem que soubesse      ←
o bem que vos eu quero que doo nom houvesse      ←
de mim, e choraria, se dereito fezesse      ←
10[........] o mal que mi queredes.      ←
       O bem que vos eu quero, vós non'o entendedes,      ←
       e entend'eu e sei o mal que me queredes.      ←



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Nota geral:

Nomeando, por uma vez (o que é raro neste género de cantigas), a sua senhora, D. Maria, o trovador diz-lhe que, se ela não entende o amor que lhe tem e o sofrimento que padece, e do qual qualquer pessoa se condoeria, ele entende muito bem o mal que ela lhe quer. A cantiga está visivelmente incompleta.
O facto de o trovador nomear a sua senhora, aliado a um certo tom de risonha exasperação, singularizam esta composição. Infelizmente, torna-se impossível identificarmos a dama, o que não nos permite avaliar cabalmente o sentido desta referência.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Refrão
Cobras singulares
Palavra(s)-rima: (v. 4 de cada estrofe)
o mal que mi queredes
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 140

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 140


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas