Bernal de Bonaval


A dona que eu am'e tenho por senhor
amostrade-mi-a, Deus, se vos en prazer for,
       senom dade-mi a morte.
  
A que tenh'eu por lume destes olhos meus
5e por que choram sempr', amostrade-mi-a, Deus,
       senom dade-mi a morte.
  
Essa que vós fezestes melhor parecer
de quantas sei, ai, Deus!, fazede-mi-a veer,
       senom dade-mi a morte.
  
10Ai Deus! que mi a fezestes mais ca mim amar,
mostrade-mi-a, u possa com ela falar,
       senom dade-mi a morte.



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Nota geral:

Dirigindo-se a Deus, o trovador pede-lhe que lhe permita ver a sua senhora ou então que lhe dê a morte. Na última estrofe, o pedido inclui a possibilidade de esse encontro ser num lugar onde lhe possa falar.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Refrão
Cobras singulares
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Fontes manuscritas

B 1066, V 657

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1066

Cancioneiro da Vaticana - V 657


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

A dona que eu amo      versão audio disponível

Versões de Amancio Prada