Toponímia referida na cantiga:
  (linha 8)

João Airas de Santiago


- O voss'amigo que s'a cas d'el-rei      ←
 foi, amiga, mui cedo vos verrá,      ←
 e partide as dõas que vos dará      ←
- Amiga, verdade bem vos direi:       ←
5       fará-mi Deus bem, se mi o adusser,      ←
       e sas dõas dé-as a quem quiser.      ←
  
- Disserom-mi ora, se Deus mi perdom,      ←
que vos trage dõas de Portugal,      ←
e, amiga, non'as partades mal.      ←
10- Direi-vos, amiga, meu coraçom:      ←
       fará-mi Deus bem, se mi o adusser,      ←
       e sas dõas dé-as a quem quiser.      ←
  
- Dizem, amiga, que nom vem o meu      ←
amigo, mailo vosso cedo vem,      ←
15e partid'as dõas, que trage, bem.      ←
- Direi-vos, amiga, o que dig'eu:      ←
       fará-mi Deus bem, se mi o adusser,      ←
       e sas dõas dé-as a quem quiser.      ←
  
E bem sei eu [que], des que el veer,      ←
20haverei dõas e quant'al quiser.      ←



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Nota geral:

Uma amiga, entusiasmada, diz à donzela que o seu amigo está prestes a regressar da corte do rei de Portugal, e pede-lhe que, nessa altura, distribua os presentes que ele lhe irá trazer (entre as amigas, pressupõe-se). A isto a donzela responde que muito se alegra com essa próxima vinda, mas que ele pode dar os presentes a quem bem entender, Até porque bem sabe que, uma vez chegado, ela terá presentes e tudo o mais que quiser.
Esta cantiga é também uma prova da efetiva passagem de João Airas pela corte portuguesa de D. Dinis.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão, Dialogada
Cobras singulares
Finda
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 1041, V 631

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1041

Cancioneiro da Vaticana - V 631


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas