Antroponínima

Pessoas referidas em cantigas

Martim Gil de Soverosa



Descrição

Filho de Gil Vasques de Soverosa e de Maria Aires de Fornelos (que tinha sido barregã de D. Sancho I), Martim Gil surge-nos como uma das figuras mais importantes do reinado de D. Sancho II, assumindo um papel de destaque na crise de 1245-1248. Membro da importante linhagem dos Soverosa, é irmão do trovador Vasco Gil de Soverosa. Pela parte da mãe, era meio-irmão de D. Rodrigo Sanches, com quem se viria a defrontar na lide de Gaia (1245), recontro que deu início à guerra civil, e onde morreu, para além do próprio Rodrigo Sanches, D. Abril Peres de Lumiares. Rico-homem e valido de D. Sancho II, Martim Gil foi tenente de Riba Minho (1230-1247) e de Sousa (1240-1247). Está profundamente envolvido nos conflitos pela defesa da coroa de D. Sancho II, tendo participado não só na batalha já referida, como também nos conflitos posteriores em torno do domínio de Leiria, que redundaram na ocupação da cidade pelas tropas do infante D. Afonso. Neste último confronto foi feito prisioneiro o seu irmão, Vasco Gil. Segundo as crónicas, foi igualmente a ele que, em 1247, Fernão Garcia Esgaravunha (que será, posteriormente, o segundo marido de D, Urraca Abril) lança um repto em Trancoso, acusando-o de ser o principal instigador do conflito. Após a derrota do partido de Sancho II, Martim Gil acompanha o rei no seu exílio em Castela. O seu percurso posterior é algo obscuro, ainda que possa ser ele o Martim Gil que confirma de documentação na corte de Afonso X até 1259, data que se aproximará da altura da sua morte1.


Referências

1 Pizarro, José Augusto (1999), Linhagens medievais portuguesas: genealogias e estratégias 1279-1325, vol. II, Porto, Centro de Estudos de Genealogia, Heráldica e História da Família da Universidade Moderna, p. 807.
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Cantigas que referem esta pessoa



Ogan[o], em Muimenta, João Soares Somesso
   (Linha 2): disse Dom Martim Gil: