Guilhem de Berguedà
Compositor
Notas biográficas:

A vida deste trovador está bem documentada. Catalão e de origem nobre (era filho do visconde de Berguedà, nos pré-Pirinéus), é mencionado pela primeira vez em 1138, ainda criança. Em 1175 assassinou o visconde Raimundo de Cardona, um dos principais magnates da Catalunha, o que o obrigou a manter-se afastado da região cerca de sete anos, durante os quais deve ter feito uma peregrinação a Santiago de Compostela, estacionando também na corte de Leão. Regressado à sua terra em 1182, entra, por morte do pai, na posse de vastos domínios. Em 1184 estava no sul de França, estabelecendo amizade com o trovador Bertran de Born. Nos anos seguintes integrou o séquito do rei trovador Afonso II de Aragão. Entrando posteriormente em ruptura com este monarca, encontramo-lo ao lado da facção que luta ativamente contra ele e contra o bispo de Urgel, escrevendo violentos sirventeses contra ambos. Na Primavera de 1192 é sitiado por Afonso II num dos seus castelos, mas não dispomos de mais dados sobre o episódio, salvo que o trovador Peire Vidal o apoia moralmente numa composição. A partir daí também nada mais sabemos sobre o seu percurso, sendo que num documento datado de 1196 é já mencionado como tendo falecido. A sua Vida, que contém muitos dados que têm sido documentalmente comprovados, diz-nos que morreu assassinado por um peão, o que poderá ser possível, dado os múltiplos inimigos que o seu perfil de barão buliçoso e rebelde lhe terá grangeado.
De Guilhem de Berguedá chegaram-nos 23 sirventeses, 4 canções de amor, um pranto e 3 outras composições de diversos géneros.

Cantigas de Guilhem de Berguedà


Un trichaire

Contrafacta:

O genete, por Afonso X