Bernart de Ventadorn
Compositor
Notas biográficas:

A sua Vida, da autoria do trovador Uc de Sant Circ, que a assina, diz-nos que era de origem humilde, filho de um padeiro do castelo de Ventadorn, no Limousin. É possível que assim fosse («rico-homem me fez de nada que eu era», diz, a propósito da dama que canta, na cantiga Chantars no pot gaire valer), como também é possivel que o seu mentor artístico fosse, como refere ainda a Vida, o senhor do castelo, o visconde Ebles II de Ventadorn, trovador celebrado no seu tempo mas cuja obra se perdeu. Tendo iniciado a sua atividade trovadoresca talvez por volta de 1147, é muito provável que Bernart passasse em seguida pela corte inglesa de Leonor da Aquitânia (a quem dedica pelo menos uma cantiga), antes de passar às cortes occitânicas e de se estabelecer mais longamente na corte de Toulouse. É possível que estivesse ainda ativo no final da década de 1180, ou mesmo de 1190, mas é difícil precisar. O seu biógrafo diz-nos ainda que Bernart terminou os seus dias no mosteiro cisterciense de Dalon (para onde se retirou também o trovador Bertran de Born), informação plausível, mas que também não pode ser confirmada.
De Bernart de Ventadorn, um dos mais famosos e justamente celebrados trovadores provençais, conservaram-se quarenta e uma composições de atribuição segura, na sua grande maioria canções de amor.

Cantigas de Bernart de Ventadorn


Can vei la lauzeta mover

Contrafacta:

- Sénher, ad-ars ie'us venh querer, por Arnaldo


Ara no vei luzir solelh

Contrafacta:

No mundo nom me sei parelh', por Paio Soares de Taveirós