Afonso Anes do Cotom ou Airas Engeitado


A gram dereito lazerei,
que nunca home viu maior,
 u me de mia senhor quitei
[..........................]
5       e que queria eu melhor
       de seer seu vassalo
       e ela mia senhor?
  
 E [já] sempre por fol terrei
o que deseja bem maior
10daquele que eu receei
- a guisa fize de pastor;
       e que queria eu melhor
       de seer seu vassalo
       e ela mia senhor?
  
15E quantas outras donas sei
a sa beldad'est a maior,
daquela que desejar hei
[e]nos dias que vivo for:
       e que queria eu melhor
20       de seer seu vassalo
       e ela mia senhor?



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Nota geral:

O trovador considera que o sofrimento por que passou quando se afastou da sua senhora foi justo, pois nada mais deveria ter desejado do que "ser seu vassalo e ela minha senhora" (um refrão que resume bem a posição habitual da voz masculina da cantiga de amor). Afastando-se, por receio dela (outro dos tópicos habituais), agiu como uma criança (2ª estrofe). O também habitual elogio da dama encerra a cantiga (3ª estrofe).



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Refrão
Cobras uníssonas
Palavra(s)-rima: maior (v. 2 de cada estrofe)
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 971, V 558

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 971

Cancioneiro da Vaticana - V 558


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas