João Garcia de Guilhade


Amigas, tamanha coita
nunca sofri pois foi nada,
e direi-vo'la gram coita
com que eu sejo coitada:
5       amigas, tem meu amigo
        amiga na terra sigo.
  
Nunca vós vejades coita,
amigas, qual m'hoj'eu vejo,
e direi-vos a mia coita
10com que eu coitada sejo:
       amigas, tem meu amigo
       amiga na terra sigo.
  
Sej'eu morrendo com coita,
tamanha coita me filha,
15e d[irei]: mia coit'é coita
que trag'e que maravilha:
       amigas, tem meu amigo
       amiga na terra sigo.



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Nota geral:

A donzela conta às amigas a sua dor sem par: o seu amigo tem outra lá na sua terra. A cantiga seguinte parece dar sequência a esta "história".



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão
Cobras rima a uníssona, rima b singular
Dobre: coita (vv. 1 e 3 de cada estrofe)
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 747, V 349

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 747

Cancioneiro da Vaticana - V 349


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas