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  (linha 2)

João Peres de Aboim


Amigo, pois me leixades      ←
e vos ides alhur morar,      ←
rog'eu a Deus, se tornades      ←
aqui por comigo falar,      ←
5       que nom hajades, amigo,      ←
       poder de falar comigo.      ←
  
E, pois vos vós ir queredes      ←
e me nom queredes creer,      ←
rog'a Deus, se o fazedes      ←
10e tornardes por me veer,      ←
       que nom hajades, amigo,      ←
       poder de falar comigo.      ←
  
 Pois nom catades mesura,      ←
nem quanto vos eu fiz de bem,      ←
15rog'a Deus, se per ventura      ←
tornardes por mi dizer rem,      ←
       que nom hajades, amigo,      ←
       poder de falar comigo.      ←
  
Pois vos ides sem meu grado      ←
20e nom dades nada por mi,      ←
rog'eu a Deus, se coitado      ←
fordes e tornardes aqui,      ←
       que nom hajades, amigo,      ←
       poder de falar comigo.      ←



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Nota geral:

Parecendo em sequência direta com a cantiga anterior, a donzela diz agora ao seu amigo que, se ele decidiu partir e ir morar para outro lugar, contra a sua vontade, só espera que, caso regresse, não consiga falar com ela de nenhuma maneira.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão
Cobras singulares
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Fontes manuscritas

B 673, V 275

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 673

Cancioneiro da Vaticana - V 275


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas