Nuno Fernandes Torneol


Foi-s'um dia meu amigo daqui
e nom me viu, e porque o nom vi,
       madre, ora morrerei.
  
Quando m'el viu, nom foi polo seu bem,
 5ca morre agora por mi e por en,
       madre, ora morrerei.
  
Foi-s'el daqui e nom m'ousou falar
nem eu a el, e por en com pesar,
       madre, ora morrerei.



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Nota geral:

A moça confessa à mãe que o seu amigo se tinha ido embora sem a ver e sem que ela o visse (porque nenhum deles ousou, como percebemos na última estrofe), situação que a fará morrer. Na 2ª estrofe ela comenta ainda que tê-la conhecido não foi para ele um bem, decerto, pois ficou morto de amor.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão
Cobras singulares
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Fontes manuscritas

B 647, V 248

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 647

Cancioneiro da Vaticana - V 248


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas