Fernão Gonçalves de Seabra


De mort'é o mal que me vem
muit'e tam grave de sofrer
que jamais, enquant'eu viver,
se de mia senhor nom hei bem,
5       nunca me pode tolher al
       mal nem gram coita, senom mal
  
de mort'; e pois que eu sei bem
que de mia senhor muit'amar
nom hei poder de me quitar,
 10por en, se dela nom hei bem,
       nunca me pode tolher al,
       mal nem gram coita, senom mal
  
de morte; ca, enquant'eu for
vivo, desejarei o seu
15bem; e por aquesto sei eu,
se bem nom hei de mia senhor,
       nunca me pode tolher al,
       mal nem gram coita, senom mal
  
de morte; ca tod'outro mal
 20d'amor sei eu ca me nom fal.



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Nota geral:

Num complexo rendilhado sonoro, o trovador garante que, se a sua senhora não lhe for favorável, a morte é a única solução para o seu mal de amor.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Refrão
Cobras doblas
Finda
(Saber mais)


Fontes manuscritas

A 216

Cancioneiro da Ajuda - A 216


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas