João Lopes de Ulhoa


Quand'eu podia mia senhor
veer, bem desejava entom
dela eno meu coraçom;
e nom querria já melhor:
5       de lhe falar e a veer
       e nunca outro bem haver.
  
Chorand'entom dos olhos meus,
com tanto bem, desejand’al!
E sofr'agora muito mal,
10e nom querria mais a Deus:
       de lhe falar e a veer
       e nunca outro bem haver.
  
Eu perdia entom o sem
quando lhe podia falar;
15por seu bem, que me desejar
faz Deus, me fezess’este bem:
       de lhe falar e a veer
       e nunca outro bem haver.



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Nota geral:

Quando podia ver a sua senhora, o trovador chorava por um "bem" maior. Agora que não pode, o único bem que pede a Deus é poder vê-la e falar-lhe, e nada mais.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Refrão
Cobras singulares
(Saber mais)


Fontes manuscritas

A 200, B 351

Cancioneiro da Ajuda - A 200

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 351


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas