Vasco Gil


Senhor fremosa, pois m'hoj'eu morrer
vejo assi, que contra vós gram bem
que vos quero nom me val nulha rem,
 nem mui gram coita que por vós levei
5des que vos vi, atanto vos direi:
e vedes que coita hei de sofrer!
  
E mia senhor, nom devia perder
eu contra vós por vos querer melhor
ca mim nem al, nem haver d'al sabor
10senom de vós e de poder guarir
 u vos vejo - e haver-m'a 'ncobrir
de vós e d'outre de mi o entender!
  
E, mia senhor, como vos eu disser
 esto[u] de vós: des quando vos amei,
15todo sabor do mundo perdud'hei
e nom mi ar pude doutra rem pagar
senom de vós; e convém-mi a guardar
de mi o saberdes, quant'eu mais poder.



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Nota geral:

Vendo-se morrer, pois o amor que tem à sua senhora formosa de nada lhe vale, o trovador confessa a sua enorme mágoa. E acrescenta que amá-la tanto e querer viver perto dela, escondendo-lhe, a ela e a todos, esse amor, não será crime



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Mestria
Cobras singulares
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Fontes manuscritas

A 153

Cancioneiro da Ajuda - A 153


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas