Nuno Fernandes Torneol


Quando mi agora for e mi alongar
de vós, senhor, e nom poder veer
esse vosso fremoso parecer,
quero-vos ora por Deus preguntar:
5       senhor fremosa, que farei entom?
       Dized', ai coita do meu coraçom!
  
E dizede-m': em que vos fiz pesar,
por que mi assi mandades ir morrer?
 Ca me mandades ir alhur viver!
10E pois m'eu for e me sem vós achar,
       senhor fremosa, que farei entom?
       Dized', ai coita do meu coraçom!
  
E nom sei eu como possa morar
u nom vir vós, que me fez Deus querer
15bem, por meu mal; por en quero saber:
[e] quando vos nom vir, nem vos falar,
       senhor fremosa, que farei entom?
       Dized', ai coita do meu coraçom!



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Nota geral:

Pois a sua senhora o manda afastar-se, o trovador pergunta-lhe o que fará ele então, quando não mais puder ver a sua beleza. E pergunta-lhe ainda que mal lhe fez para ela o condenar assim à morte. Porque, longe dela, será isso que o espera.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Refrão
Cobras uníssonas
(Saber mais)


Fontes manuscritas

A 76, B 189

Cancioneiro da Ajuda - A 76

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 189


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas