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  (linha 9)

Nuno Fernandes Torneol


Quando mi agora for e mi alongar       ←
de vós, senhor, e nom poder veer       ←
esse vosso fremoso parecer,       ←
quero-vos ora por Deus preguntar:       ←
5       senhor fremosa, que farei entom?       ←
       Dized', ai coita do meu coraçom!      ←
  
E dizede-m': em que vos fiz pesar,      ←
por que mi assi mandades ir morrer?       ←
 Ca me mandades ir alhur viver!      ←
10E pois m'eu for e me sem vós achar,      ←
       senhor fremosa, que farei entom?       ←
       Dized', ai coita do meu coraçom!      ←
  
E nom sei eu como possa morar      ←
u nom vir vós, que me fez Deus querer       ←
15bem, por meu mal; por en quero saber:       ←
[e] quando vos nom vir, nem vos falar,       ←
       senhor fremosa, que farei entom?       ←
       Dized', ai coita do meu coraçom!      ←



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Nota geral:

Pois a sua senhora o manda afastar-se, o trovador pergunta-lhe o que fará ele então, quando não mais puder ver a sua beleza. E pergunta-lhe ainda que mal lhe fez para ela o condenar assim à morte. Porque, longe dela, será isso que o espera.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Refrão
Cobras uníssonas
(Saber mais)


Fontes manuscritas

A 76, B 189

Cancioneiro da Ajuda - A 76

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 189


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas