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João Baveca


Par Deus, amigos, gram torto tomei      ←
e de logar onde m'eu nom cuidei:      ←
estand'ali ant'a porta d'el-rei      ←
preguntando por novas da fronteira,      ←
5por ũa velha que eu deostei,      ←
       deostou-m'ora Maria Balteira.      ←
  
Veed'ora se me devo queixar      ←
 deste preito, ca nom pode provar      ←
 que me lhe oísse nulh'homem chamar      ←
 10senom seu nome, per nulha maneira;      ←
e pola velha que foi deostar,      ←
       deostou-m'ora Maria Balteira.      ←
  
Muito vos deve de sobérvia tal      ←
pesar, amigos, e direi-vos al:      ←
15sei mui bem que [se] lh'est[o] a bem sal,      ←
todos iremos per ũa carreira;      ←
ca, porque dixe d'ũa velha mal,      ←
       deostou-m'ora Maria Balteira.      ←



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Nota geral:

João Baveca, pretensamente ofendido, brinca aqui com a idade da famosa soldadeira Maria Balteira. Tendo praguejado contra uma velha, sem a identificar, viu-se por sua vez insultado por uma Balteira furiosa que se sentiu visada pelas suas palavras. Note-se que a cena, curiosamente, se passa "à porta d´el-rei".



Nota geral


Descrição

Cantiga de Escárnio e maldizer
Refrão
Cobras singulares
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 1460, V 1070

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1460

Cancioneiro da Vaticana - V 1070


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas