Martim Padrozelos


Eu, louçana, enquant'eu viva for,
nunca jamais creerei per amor,
       pois [que] mi mentiu o que namorei,
       nunca jamais per amor creerei,
5       pois que mi mentiu o que namorei.
  
E, pois m'el foi a seu grado mentir,
 des oimais me quer'eu d'amor partir,
       pois [que] mi mentiu o que namorei,
       nunca jamais per amor creerei,
10       pois que mi mentiu o que namorei.
  
E direi-vos que lhi farei por en:
d'amor nom quero seu mal nem seu bem;
       pois [que] mi mentiu o que namorei,
       nunca jamais per amor creerei,
15       pois que mi mentiu o que namorei.



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Nota geral:

A moça garante que, uma vez que o seu amigo lhe mentiu, em matéria de amor, nunca mais acreditará em nada. Nem quererá mais saber de tais assuntos, que passarão a ser-lhe indiferentes.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão
Cobras singulares
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 1238, V 843
(C 1238)

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1238

Cancioneiro da Vaticana - V 843


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

[Eu louçana em quanto eu viva for] 

Versão de Tomás Borba