Pedro Amigo de Sevilha


- Amiga, vistes amigo
d'amiga que tant'amasse,
 que tanta coita levasse
quanta leva meu amigo?
 5       - Non'o vi nem quen'o visse
       nunca vi, des que fui nada,
       mais vej'eu vós mais coitada.
  
- Amiga, vistes amigo
que por amiga morresse
10que tanto pesar sofresse
[quanto sofre meu amigo]?
       - Non'o vi nem quen'o visse
       nunca v,i des que fui nada,
       mais vej'eu vós mais coitada.
  
15- Amiga, vistes amigo
que tam muito mal houvesse
d'amiga que bem quisesse
quant'há por mi meu amigo?
       - Non'o vi nem quen'o visse
20       nunca vi, des que fui nada,
       mais vej'eu vós mais coitada.
  
Que mui maior mal havedes
ca el, que morrer veedes.



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Nota geral:

A moça pergunta a uma amiga se conhece alguém que ame tanto a sua amiga e tanto sofra por ela, como o seu. Na resposta, a sua interlocutora confirma-lhe que realmente nunca conheceu assim, mas acrescenta que ela sofre ainda mais do que ele.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amigo
Refrão, Dialogada
Cobras rima a uníssona, rima b singular
Dobre: amigo (vv. 1 e 4 de cada estrofe, uníssono)
Finda
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 1210, V 815

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1210

Cancioneiro da Vaticana - V 815


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas