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Bernal de Bonaval


Pero me vós dizedes, mia senhor,      ←
que nunca per vós perderei      ←
a mui gram coita que eu por vós hei,      ←
entanto com'eu vivo for,      ←
 5al cuid'eu de vós e d'Amor:      ←
        que mi haveredes mui ced'a tolher      ←
       quanta coita me fazedes haver.      ←
  
E, mia senhor, ũa rem vos direi,      ←
 [por] nom estar de vós melhor:      ←
10quant'eu houver por vós coita maior,      ←
tanto me mais aficarei      ←
[...........................]      ←
       que mi haveredes mui ced'a tolher      ←
       quanta coita me fazedes haver.      ←



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Nota geral:

Dado a composição estar incompleta, não podemos aceder à totalidade da argumentação. Nas estrofes que nos chegaram, o trovador, referindo que a sua senhora lhe diz que ele nunca deixará de sofrer por ela, contrapõe que em breve ela irá acabar com esse sofrimento. Atendendo ao tipo de argumentação habitual nas cantigas de amor, é possível, pois, que nos versos em falta ele falasse da sua morte iminente.



Nota geral


Descrição

Cantiga de Amor
Refrão
Cobras singulares
(Saber mais)


Fontes manuscritas

B 1067, V 658

Cancioneiro da Biblioteca Nacional - B 1067

Cancioneiro da Vaticana - V 658


Versões musicais

Originais

Desconhecidas

Contrafactum

Desconhecidas

Composição/Recriação moderna

Desconhecidas