Pero Pais Bazaco
Trovador medieval

Não são conhecidas cantigas deste autor.


Nacionalidade: Galega

Notas biográficas:

Trovador galego da fase inicial do movimento trovadoresco (finais do século XII e inícios do século XIII) cuja obra se perdeu. Na verdade, embora o seu nome conste no índice de Colocci como autor de oito cantigas de amor, nenhuma delas chegou até nós, uma vez que se encontrariam nos folios de um caderno inicial do Cancioneiro da Biblioteca Nacional, hoje perdidos.
Membro de uma linhagem da região galega de Ourense, Pero Pais está documentado, já como adulto, no testamento de seu pai, D. Paio Peres Bazaco, datado, por José António Souto Cabo de ca. 11951-1200. Crê ainda este investigador que será ele o Pero Pais que, já em 1184, permuta umas propriedades com o mosteiro de Oseira, mosteiro ao qual a sua família estava ligada. Sendo 1224 o último ano em que está documentado, Souto Cabo sugere, pois, os anos de 1165 a 1225 como arco cronológico para a sua vida, De resto, e ainda segundo este investigador, a sua proximidade a Osoiro Anes, outro dos trovadores da fase inicial da poesia galego-portuguesa, parece depreender-se do facto de este último ter sido criado em casa de D. Maior Peres, mulher de D. Múnio Fernandes de Rodeiro e tia paterna de Pero Pais.
Acrescente-se que Colocci, no referido índice, grafa o seu nome de família como Bazoco, forma que foi seguida por todos os investigadores até há pouco tempo (e igualmente nesta Base de Dados). Recentemente, no entanto, Henrique Monteagudo2 sugeriu a sua correção para Bazaco, já que é esta a forma que aparece em todos os variados documentos que referem a família. De resto, e uma vez que está também documentada, numa escritura da época, a variante Baltsac (Pedro Baltsac, que poderá ou não ser o avô do trovador), acrescenta este investigador que a família poderia ter origem occitânica, sendo a forma Bazaco uma adaptação vernacular.


Referências

1 Oliveira, António Resende de (2001), O trovador galego-português e o seu mundo, Lisboa, Editorial Notícias, pp. 127-133.

2 Monteagudo, Henrique (2008), Letras primeiras. O Foral de Caldelas, os primordios da lírica trobadoresca e a emerxencia do galego escrito, Corunha, Fundación Pedro Barrié de la Maza, p. 348.

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