Rodrigo Anes Redondo
Trovador medieval


Nacionalidade: Portuguesa

Notas biográficas:

Trovador português, documentado desde a década de 30 do século XIII até 1314, ano provável da sua morte, certamente já em idade avançada. Filho de João Peres Redondo, rico-homem da corte de D. Sancho II e seu fiel partidário durante a guerra civil que conduziu à sua deposição, Rodrigo Anes deverá ter acompanhado o seu pai e seu irmão Gonçalo Anes para o exílio em Castela (onde ambos participaram na conquista de Sevilha, e são beneficiados no seu Repartimento)1. O facto de Rodrigo Anes desaparecer da documentação portuguesa até 1287 parece indicar que terá permanecido no reino vizinho, onde terá casado com Mor Fernandes Curutela, filha de Fernão Martins Curutelo, um dos cavaleiros que acompanhou Sancho II para o seu exílio em Toledo. Em meados da década de oitenta, o trovador está, aliás, documentado na corte de Sancho IV de Castela, sendo um dos cavaleiros que acompanham o monarca na sua viagem a Bayona, em 1286.
Antes de 1287, já está, no entanto, de regresso a Portugal, uma vez que, em Setembro desse ano, divide com o mosteiro do Lorvão alguns bens da sua falecida irmã Urraca. A partir dessa data parece ter-se fixado em Santarém, onde ele e a mulher possuíam bens, estando de novo documentado em 1290, quando testemunha uma doação de D. Martim Gil de Riba de Vizela ao mosteiro de S. Vicente de Fora. De resto, parece ter sido próximo de D. João Afonso, bastardo de D. Dinis, a cuja casa terá pertencido. A sua presença na corte acentua-se no final da sua vida, entre 1307 e 1314, onde está documentado a testemunhar, mas também a redigir diplomas régios ou a integrar comissões de arbitragem. Desaparecendo da documentação régia a partir de 1314, é possível que tenha morrido nesse ano. Está sepultado, com sua mulher, no convento de S. Francisco, em Santarém.
Acrescente-se que um dos filhos de Rodrigo Anes, Fernão Rodrigues Redondo, foi igualmente trovador.


Referências

1 Pizarro, José Augusto (1999), Linhagens medievais portuguesas: genealogias e estratégias 1279-1325, vol. I, Porto, Centro de Estudos de Genealogia, Heráldica e História da Família da Universidade Moderna, pp. 362-363.
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Dê'lo dia, ai amiga, que nos nós de vós partimos
Cantiga de Amigo

Hom'a que Deus coita quis dar
Cantiga de Amor

O que vos diz, senhor, que outra rem desejo
Cantiga de Amor

Pois ora faz [Deus] que eu viver aqui
Cantiga de Amor

Senhor, por Deus vos rogo que que[i]rades
Cantiga de Amor


Autoria duvidosa:


Suer'Fernándiz, si veja plazer
Cantiga de Escárnio e maldizer